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Direção do SINTESE será recebida pelo governador até a próxima segunda, dia 18

Escrito por Caroline Santos Ligado . Publicado em Rede Estadual


A depender da agenda do governador a audiência pode ser antecipada para a sexta, dia 15

Até a próxima segunda, 18, a comissão de negociação da rede estadual do SINTESE será recebida pelo governador Belivaldo Chagas. Esse foi o primeiro resultado após ato realizado na manhã desta terça, 12, em frente ao Palácio de Despachos. Em pouco mais de um mês é a segunda vez que professores e professoras paralisam as atividades e buscam uma proposta do governo para recuperação da carreira.

“Não pense o governador Belivaldo que o magistério está satisfeito com a situação. Os professores e professoras da rede estadual não aguentam mais. É preciso que o governo apresente uma proposta para retomada da carreira”, aponta a presidenta do SINTESE, professora Ivonete Cruz.

Massacre do magistério

O ano de 2018 é a confirmação de uma fala do SINTESE feita em 2015, naquele ano a direção do sindicato já previa que, caso o governo do Estado não reajustasse o piso na carreira, chegaria um momento em que todo o magistério receberia o mesmo vencimento. E é isso que acontece este ano. Após não reajustar o piso nos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018 o resultado é que independente de tempo de serviço (progressão horizontal) ou formação (progressão vertical) os professores e professoras da rede estadual em quase sua totalidade recebem o mesmo vencimento inicial R$2.455,35.

Péssimas condições das escolas

Faltam professores, material didático, transporte e alimentação escolar. Essa é a realidade de diversas escolas da rede estadual sejam elas localizadas no Sertão, no Vale do Cotinguiba ou em Aracaju.

“A escola do povoado Bonsucesso em Poço Redondo não oferece condições mínimas para o funcionamento. Nos colégios 28 de janeiro e Manoel Messias, considerados centros de experimentais de ensino médio falta alimentação escolar. É um cenário difícil”, relata Hugo Santana de Souza, professor da rede estadual e integrante da coordenação da subsede do SINTESE Alto Sertão. 

A falta de transporte escolar marca a rotina de estudantes e professores da região Agreste. O município de Itabaiana (maior da região) é o mais atingido. A Secretaria de Estado da Educação – SEED já chegou a dever até quatro meses de pagamento aos responsáveis pelos veículos o que ocasionou, por diversas vezes, a suspensão do transporte dos estudantes.

Ensino médio em tempo integral sem planejamento

A atual “menina dos olhos” da SEED é o Ensino Médio em Tempo Integral, mas o SINTESE alerta que da forma em que está sendo implantada, a modalidade vai trazer prejuízos não só no que diz respeito ao financeiro, mas também ao direito a Educação.

Exemplo disso é o Colégio Estadual Milton Dortas, localizado em Simão Dias. Antes da implantação a unidade de ensino contava com 1400 estudantes, hoje só há 900 estudantes. Para onde foram estes alunos? Isso sem contar com a falta de docentes em diversos componentes curriculares.

Com tantos problemas é fundamental que o governo Belivaldo Chagas precisa acordar para a Educação.